A educação deve ser a principal prioridade do próximo presidente da República. Essa é a opinião de cerca de 20% dos eleitores ouvidos em levantamento realizado pelo PoderData/Aya entre os dias 23 e 26 de agosto. Segurança pública e saúde aparecem logo depois, ambas com 18%, em situação de empate técnico com a educação.
Os resultados revelam mais do que uma simples classificação das preocupações nacionais. Eles mostram que a população espera respostas para problemas básicos que se acumulam há décadas e afetam diretamente sua qualidade de vida. Educação, segurança e saúde constituem pilares essenciais de qualquer sociedade que pretenda crescer com equilíbrio e justiça social.
Dar prioridade à educação significa investir em escolas estruturadas, professores valorizados, aprendizagem de qualidade e oportunidades para crianças e jovens. É também uma forma eficiente de enfrentar, no longo prazo, a violência, a desigualdade e a falta de mão de obra qualificada. Sem uma educação consistente, o país permanece preso a soluções emergenciais e incapaz de romper ciclos históricos de pobreza.
A preocupação com a segurança pública, mencionada por 18% dos entrevistados, reflete o medo presente na rotina de milhões de brasileiros. O enfrentamento da criminalidade exige integração entre os governos, inteligência, prevenção, valorização das forças de segurança e políticas sociais. Não basta aumentar o policiamento nas ruas se o Estado continuar ausente nas comunidades mais vulneráveis.
A saúde, igualmente apontada por 18%, representa outra urgência permanente. Filas por consultas, exames e cirurgias, falta de profissionais e dificuldades no atendimento básico demonstram que o Sistema Único de Saúde precisa de financiamento adequado, gestão eficiente e planejamento. O cidadão não pode esperar meses ou anos por um procedimento indispensável.
O levantamento ainda registra preocupações com o aumento dos preços e o combate à corrupção, ambos com 12%; emprego e renda, com 11%; combate à pobreza, com 5%; e meio ambiente, com apenas 1%. Embora apareçam em diferentes posições, esses temas estão interligados. A corrupção retira recursos dos serviços públicos, a inflação reduz o poder de compra, o desemprego amplia a pobreza e a degradação ambiental ameaça a economia e a própria vida.
A pesquisa oferece um recado claro aos candidatos: o eleitor deseja menos discursos vazios e mais propostas concretas. O próximo presidente precisará compreender que governar é estabelecer prioridades, apresentar metas e prestar contas dos resultados. Educação, segurança e saúde não podem continuar reaparecendo em todas as eleições como promessas ainda não cumpridas. São direitos fundamentais e exigem ação imediata, responsabilidade e continuidade.