Poços de Caldas, MG – No último dia do Festival Literário Internacional de Poços de Caldas – Flipoços 2026 – a cidade recebeu a visita do primeiro-secretário para assuntos políticos, culturais e da Comunidade Ucraniana da Embaixada da Ucrânia no Brasil, Oskar Slushchenko. Ele esteve reunido com o secretário municipal de Cultura, Nando Gonçalves, e com a curadora do festival, Gisele Ferreira, neste domingo (3), na Vila Literária.
Na oportunidade, a Embaixada da Ucrânia realizou a doação de diversos livros ligados à cultura e à literatura ucraniana para a Biblioteca Municipal Centenário, espaço parceiro do Flipoços 2026. Em breve, os livros estarão em exposição na biblioteca. As obras estão disponíveis com tradução para o português e também em inglês e ucraniano. “Sem dúvida, são obras que vão enriquecer o acervo internacional da Biblioteca Centenário, aproximando a linguagem e diminuindo a distância geográfica e cultural entre os dois países”, destacou o secretário municipal de Cultura, Nando Gonçalves. Já para o primeiro-secretário da Embaixada da Ucrânia no Brasil, Oskar Slushchenko, a ação é importante para fortalecer e fomentar a disponibilização de obras sobre o país, que também poderão ser utilizadas em pesquisas.
“O encontro aconteceu a convite da GSC, empresa realizadora do Flipoços. Além da doação dos livros, o objetivo foi estreitar os laços culturais, dando início a um diálogo para a criação de ações de intercâmbio cultural entre Poços de Caldas e Ucrânia, num primeiro momento através da literatura e depois para outras manifestações culturais”, completou Nando Gonçalves.
Enquanto o mundo assiste ao recrudescimento de guerras, deslocamentos e rupturas geopolíticas, o Festival Literário Internacional de Poços de Caldas respondeu com um gesto raro: reunir, no mesmo espaço, vozes vindas de diferentes territórios, histórias e tensões, convidando-as ao diálogo.
Em sua edição de 2026, o festival construiu um mapa literário que atravessou continentes e conflitos, reunindo autores de Ucrânia, Rússia, Arábia Saudita, Burkina Faso, Estados Unidos, Chile, França, Portugal, Espanha e Hungria — países que, de formas distintas, carregam em suas histórias marcas de guerras, diásporas, disputas identitárias e reconstruções culturais.