Poços de Caldas, MG – Em um momento em que o mundo discute urgências como a crise ambiental, os conflitos culturais e geopolíticos, e a necessidade de reconstrução de valores coletivos, o Flipoços – Festival Literário Internacional de Poços de Caldas – propõe um encontro de reflexão e espiritualidade que une literatura, tradição oral e sabedoria ancestral. A programação do festival recebe o escritor indígena Daniel Munduruku na mesa “Cartas para um Mundo em Ruínas: histórias para se contar ao redor do fogo”, que vai acontecer dia 02 de maio, sábado, no Palco Sulfurosa da Vila Literária.
Autor de mais de cinquenta livros e uma das vozes mais respeitadas da literatura indígena contemporânea, Munduruku tem dedicado sua obra à valorização da cultura dos povos originários, ao fortalecimento da educação intercultural e à defesa do respeito à diversidade cultural e ambiental. Sua produção literária — reconhecida com importantes prêmios nacionais e internacionais — tornou-se referência na formação de leitores e na ampliação do olhar sobre a história e a identidade dos povos indígenas no Brasil.
Inspirado na tradição oral das comunidades indígenas, o encontro propõe uma reflexão sobre os caminhos possíveis diante das crises do nosso tempo. Nas culturas originárias, o fogo representa um espaço de escuta, partilha e transmissão de saberes — um lugar onde histórias são contadas para preservar a memória e orientar as próximas gerações.
A mesa convida o público a revisitar esse gesto ancestral de contar histórias como forma de compreender o presente e imaginar futuros mais justos e equilibrados.
O diálogo contará também com a participação do fotógrafo indigenista Renato Soares e da liderança indígena Carliusa Francisca Ramos, da Aldeia Ibiramã Kiriri do Acré, que compartilharão suas experiências e perspectivas sobre território, identidade e resistência cultural.
Ao final do encontro, o público será convidado a participar de um momento especial conduzido por representantes da aldeia: uma Cerimônia de Ancestralidade e Roda de Saberes ao Redor do Fogo, com a presença do pajé, da anciã, do cacique Adenilson Kiriri e dos guerreiros da comunidade. O ritual simboliza um chamado à paz mundial, ao respeito entre os povos, à valorização das diferenças e ao cuidado com a natureza — princípios profundamente presentes nas cosmovisões indígenas.
Ao promover esse encontro, o Flipoços reafirma seu compromisso em ampliar os horizontes da literatura e do pensamento contemporâneo, reconhecendo que as narrativas indígenas trazem não apenas memória e identidade, mas também ensinamentos essenciais para repensar a relação entre humanidade, cultura e meio ambiente.
Mais do que um evento literário, o festival se consolida como um espaço de escuta, diálogo e construção coletiva de novos caminhos — onde diferentes vozes e saberes se encontram para refletir sobre o presente e imaginar futuros possíveis.
A Vila Literária de Minas Gerais do Flipoços 2026 – 21 anos, vai acontecer de 25 de abril a 03 de maio de 2026, no Parque José Affonso Junqueira, no centro histórico de Poços de Caldas. Patrocinador Águas Sulfurosas – Valgroup e Althaia. Patrocinador Vulcânico Itaú. Parceria Cultural e Educacional Sesc Senac Fecomércio Minas Gerais; Apoio Cultural Instituto Chamex, EPTV, Nutrire, Rádio CBN Campinas, Rádio Eldorado SP, Edições Sesc SP, Clube da Literatura Clássica, CBL e Prêmio Jabuti. Apoio Internacional Camões Brasília, Consulado de Portugal em BH, Escola Superior de Educação e Ciências Sociais – Instituto Politécnico de Leiria. Realização Ministério da Cultura, GSC Eventos Especiais em parceria com a Prefeitura Municipal de Poços de Caldas. Para mais informações curta acesse o site www.flipocos.com e siga as redes sociais do Flipoços pelo Instagram e Facebook @flipocos e o canal do YouTube https://www.youtube.com/@flipocos-pc ou ligue para + 55 35 3697 1550 ou 35 99848 9164 pelo e-mail gsc@gsceventos.com.br